Os 40 anos da mulher na Marinha do Brasil

A luta pelos direitos das mulheres não é recente. Afinal, este é um movimento longo e contínuo que, embora não tenha sido concluído, coleciona inúmeras vitórias ao longo dos tempos. Uma delas completa 40 anos hoje, dia 7 julho de 2020, quando se comemora o ingresso das mulheres na Marinha do Brasil.

Foto: Marinha do Brasil

O Pioneirismo da Marinha

A Marinha foi a primeira, entre as três forças armadas brasileiras, a admitir mulheres em seu corpo de militares. Com o aumento da participação feminina no mercado de trabalho, associado a uma demanda da própria sociedade, foi criado, em julho de 1980, o Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha (CAFRM), através da lei n 6,807, promulgada pelo então Ministro de Estado da Marinha, o Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca.

O crescimento feminino nas fileiras da Força

A expansão do trabalho feminino dentro da Força Naval manteve-se em crescimento nas décadas subsequentes. Em 1997, o CAFRM foi extinto, devido a uma reestruturação no Corpo e Quadros de Oficiais e Praças, o que amplificou a participação feminina nas atividades dentro da Marinha. Com isso, as mulheres que antes estavam restritas a um único Corpo Auxiliar passaram a atuar em diversos segmentos dentro da instituição, como no Corpo de Intendentes da Marinha (IM), Corpo de Engenheiros da Marinha (EN) e no Quadro de Músicos do Corpo de Praças de Fuzileiros Navais.

Em 2012, a Marinha reiterou seu pioneirismo na inclusão das militares ao promover a primeira mulher ao cargo de Oficial General das Forças Armadas Brasileiras, a Contra-Almirante Dalva Maria Carvalho Mendes. 

Contra-Almirante Dalva Maria Carvalho Mendes / Foto: Marinha do Brasil

Dois anos depois, em 2014, foi admitida a primeira turma de Aspirantes femininas da Escola Naval.

Outra mudança expressiva ocorreu em 2017, quando Oficiais e Praças femininas passaram a participar de atividades de aplicação efetiva de Poder, sendo liberado o embarque em navios e unidades de tropa. 

Com a abertura de novos espaços e oportunidades para a atuação feminina, hoje, as mulheres estão presentes e atuantes no Corpo de Intendentes, Corpo da Armada e no Corpo de Fuzileiros Navais.

A mulher na Marinha 40 anos depois

Atualmente, mais de 8 mil mulheres fazem parte da Marinha do Brasil, entre Oficiais e Praças. Elas atuam em diversas funções, incluindo a liderança em organizações militares, comando de pelotões de infantaria e participação em ações em missões de paz. Além disso, elas vêm trabalhando expressivamente na luta contra o Coronavírus, prestando atendimento e apoio à sociedade.

Foto: Marinha do Brasil

Como ser uma militar da Marinha do Brasil

Para ingressar na instituição, as candidatas podem optar por dois caminhos: prestar concurso para se tornar uma militar de carreira ou através do Serviço Militar Voluntário (SMV), que garante um vínculo temporário e é renovado anualmente, por um limite máximo de oito anos.

Vale lembrar que as militares de carreira concorrem à progressão hierárquica nas mesmas condições que os homens, ratificando a busca pela igualdade iniciada há 4 décadas.

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